O que é e-commerce?

Com a evolução da Internet ganhamos novas possibilidades para conversar, se divertir e até mesmo comprar. Essa nova era criou nunca antes exploradas que cada vez mais se adaptam ao nosso dia-a-dia. Fazer uma compra online é saber que, provavelmente, você está logado em um e-commerce ou marketplace, mas você sabe o que é isso significa? Quais as possibilidades? Como ter o seu próprio espaço de venda? Confira um artigo completo sobre o assunto e suas variáveis. Continue lendo “O que é e-commerce?”

O Papel Feminino no Marketing Digital

“Procurem se relacionar com pessoas inteligentes, por que essas pessoas, diante do conhecimento de vocês, certamente vão reconhecer a competência e a capacidade de vocês!” Ana Nubié.

Formada em Administração pela Fundação Getúlio Vargas, Ana Nubié já passou por grandes empresas multinacionais das indústrias financeira e automotiva, além do mercado de franquias.

Continue lendo “O Papel Feminino no Marketing Digital”

A audiência de massa está morrendo. Viva a conquista do indivíduo.

Todo dia sentamos em nossos escritórios pensando sobre como podemos vender nossos produtos para os consumidores.

Horas são gastas em discussões sobre estratégias, números, posicionamentos e tudo mais que as marcas precisam falar transmitir oferecer. Preços são discutidos, logística, estratégias de “Product Placement” e “Omni-Channel”.

Ao sair para rua, porém, todas essas estratégias e técnicas são esquecidas e todos nós novamente nos transformamos em simples seres humanos e não mais decifradores de consumidores.

Somos indivíduos únicos. Desleixados ou não. Tristes ou felizes. Preocupados ou despreocupados. Com ou sem dinheiro. E ninguém tem comportamento de “target”, “demografia” ou “audiência”. Apenas pessoas.

Ainda assim um conceito fortemente presente dentro do marketing é o da audiência de massa. Não havia como falar com cada um de nós.

A ideia da audiência de massa é: atenção de uma aglomeração.

A dura realidade para as marcas é que somos cada vez menos aglomeração e cada vez mais indivíduos.

Tecnologia é uma palavra que ainda causa brotoejas na maior parte dos executivos de marketing. E talvez um dos grandes motivos para isso seja pelo fato de que ela libertou a massa.

Liberta por que agora podemos ter acesso ao que queremos, na hora que queremos e temos milhares de informantes a quem perguntar. Podemos pesquisar antes de sair de casa. Podemos comprar sem sair de casa. Podemos perguntar para quem já comprou antes de comprar. Somos produtores de conteúdo. Criamos novos negócios que destroem negócios e empresas longamente estabelecidos.

Fazer propaganda para o indivíduo é muito mais difícil do que fazer propaganda para a massa.

Envolve interesse real pelo “consumidor indivíduo” num nível sem precedentes e necessidade de um aprendizado sobre ferramentas que não são familiares a praticamente à totalidade dos executivos que ocupam as cadeiras das áreas de marketing nos dias de hoje.

Fato é que esse interesse e aprendizado são escolhas inevitáveis para as marcas e executivos que desejarem sobreviver e serem bem sucedidos nos próximos anos.

Apenas porque a sociedade mudou e muda cada vez mais rápido em função de opções sem limite de escolhas que são oferecidas às pessoas – não consumidores – através da tecnologia. E são elas, como indivíduos e não como audiências, que escolherão as marcas que conhecerão um futuro.

www.linkedin.com/in/ananubie

O que as eleições podem ensinar às marcas

Há alguns anos eu já participava de discussões onde se dizia que as marcas não tinham mais a posse da sua própria identidade.

Vamos dizer que, mais do que cair na boca do povo, as marcas caíram nas mãos do povo.

Apesar desse discurso ser antigo, tive essa semana a mais contundente demonstração prática dessa história tantas vezes repetida. Descrevo a seguir.

Adoro conversar com pessoas. Saber suas opiniões.

E é muito difícil sair do nosso círculo social mais comum. Estamos mais ou menos cercados por opiniões e pontos de vista compatíveis com os nossos, pois, em geral, frequentamos um grupo de pessoas que nos agrada e ao qual nos associamos por interesses e afinidades.

Assim, oportunidades ainda que breves de interlocução com pessoas de outros ambientes sociais trazem visões muitos interessantes da nossa sociedade.

E foi numa tarde no salão de cabeleireiro, que perguntei à minha manicure se ela já tinha decidido o seu voto. Eu esperava uma resposta simples.

Para minha surpresa, ela sacou o seu sofisticado Smartphone e me apresentou o que poderia ser descrito como um verdadeiro comitê eleitoral digital.

Ali havia vídeos, fotos, discussões políticas acaloradas sobre a eleição e ela me explicou como fazia campanha eleitoral para o seu candidato usando aquele material e seus argumentos pessoais para modificar a decisão dos partidários do outro candidato.

Até aí, se pode imaginar que essa manicure fosse uma pessoa extremamente politizada. Porém, aproximou-se de nós naquele momento outra moça, uma assistente de cabeleireiro, juntando-se à discussão, mostrando outro Smartphone igualmente carregado de material eleitoral.

Penso então, seria material oficial? Seriam elas filiadas ao partido?

E então elas me apresentam dois vídeos.

Não há como explicar sem fazer referência às marcas (e, por favor, considerem que não estou aqui fazendo apologia de nenhum candidato).

Estavam ali, criados sobre as bases das campanhas #issomudaojogo e “Bom Negócio”, acrescidas do nome do candidato, dois vídeos feitos para a campanha eleitoral.

Não sei identificar os responsáveis pela produção, mas o fato é que estavam lá. São localizáveis no Youtube (têm milhares de views) e, mais importante: estavam sendo trazidos a mim por duas pessoas simples, sem qualquer conexão com o universo da publicidade.

Ou seja: a história proposta pelas marcas havia sido absorvida por pessoas comuns e recriada de uma forma completamente diferente.

Não advogo que isso seja bom ou ruim. Mas é um fato.

E há outras marcas tendo suas campanhas “traduzidas” para a campanha eleitoral nesse momento.

Isso mostra que há uma gigantesca oportunidade de diálogo e relacionamento para e sobre as marcas com os seus consumidores. E que esse diálogo acontece com a participação das marcas ou à sua revelia. É incontrolável.

Além disso, o comportamento do consumidor é muito mais moderno e ágil do que o de vários anunciantes que estão por aí, afinal:

1) É totalmente mobile (quantos anunciantes ainda não têm sua presença mobile?);

2) É baseado no compartilhamento de ideias e na colaboração (a ideia nasce e é desenvolvida integrada e em rede com todos os players interessados);

3) A lógica de disseminação é viral e por compartilhamento (algo que só faz sentido por conta do legítimo envolvimento do consumidor na criação da história e do seu interesse direto com aquele conteúdo).

Assim como as moças do salão de beleza, neste exato momento, milhares de consumidores estão criando histórias ao redor das marcas e por meio delas. Cabe aos seus antigos donos buscar novas maneiras de participar dessa celebração.

www.linkedin.com/in/ananubie

Esqueça a integração On e Off. Integre com o consumidor

Creio que não há executivo (a) de marketing de alto nível nos dias de hoje que não entenda a importância e a oportunidade que existe em aproveitar a informação que o consumidor deixa no contato que tem com as marcas no universo digital.

Cada visita ao site da sua marca, cada aplicativo que é aberto, cada busca no Google é como uma piscada que o consumidor nos dá e que indica alguma intenção.

Além disso, na internet também podemos saber como o consumidor está “flertando” a marca do concorrente, já que há ferramentas que permitem que todo comportamento aberto das interações do consumidor seja monitorado. Nesse sentido as redes sociais são como uma mina de diamantes aberta à exploração.

Ainda assim, é muito fácil ver que o namoro de algumas marcas com os seus consumidores vai mal. Lembram aquele marido que traz uma joia cara, quando tudo o que a esposa queria eram flores e um elogio ao novo corte de cabelo que ele nem notou.

Essas são aquelas marcas que fazem campanhas, falando tudo aquilo que elas “dão”, “oferecem”, “são” e “proporcionam” aos seus consumidores, enquanto as redes sociais estão cheias de reclamações, elogios e solicitações endereçadas a essas mesmas marcas, indicando o que os consumidores “querem”, e que ficam sem resposta ou não são aproveitados na estratégia de comunicação da empresa.

E é surpreendente notar que muitos desses anunciantes têm uma forte presença no universo digital. Mas talvez não com olhos do consumidor.

Há poucas semanas vi um anuncio de uma grande empresa num portal mobile. A propaganda sugeria um cadastramento. Ao clicar no banner você era endereçado para um site… Que não era mobile. Ou seja, uma experiência desastrosa de interação, já que você estava navegando num celular.

Quando vejo situações como essa me lembro do início da internet do Brasil – e posso contar histórias de quando só havia dois sites no ar e menos de um milhão de internautas – onde queríamos fazer sites, porque era “moderno”.

Hoje o número de internautas está na casa dos 100 milhões, ou seja meio Brasil. Então tudo que é feito no digital não deve mais ser feito porque é “moderno”. Ou como é “moderno” falar agora: “inovador”. Deve ser feito para seduzir, construir marca, mas principalmente: vender.

O comportamento digital é parte do modo de viver do consumidor e como consequência, deve ser pensado de forma orgânica na construção da estratégia da marca.

Orgânico nasce junto. Não é integrado. É natural porque é pensado para e com o consumidor. Não só dentro das salas de reunião, mas no diálogo continuado, transparente e de mão dupla com os clientes internos e externos.

Capturar toda essa informação que o consumidor oferece e transformá-la em insights de negócio são tarefas árduas. Em agosto de 2011 havia 100 diferentes fornecedores de tecnologia para marketing nos Estados Unidos. Em janeiro de 2014 contavam-se 950 empresas, divididas em 42 áreas atuação. Prova da complexidade e das possibilidades do assunto.

Ainda assim há empresas produzindo resultados impressionantes.

A líder em vendas de Smartphones no mercado Chinês é a Xiaomi, uma marca da qual certamente pouco se ouviu falar no Brasil.

A Xiaomi vende aparelhos basicamente pelo preço dos componentes (que 18 meses após o início da comercialização têm seu custo reduzido trazendo lucratividade à venda do aparelho). Enquanto isso gera receita vendendo conteúdo e serviços exclusivos embarcados nos seus aparelhos.

A diretora global de Marketing da Xiomi, Amanda Chen, declarou que é através da interação com os clientes nas redes sociais que desenvolve os produtos e programas embarcados nos celulares que são lançados a cada dia.

A empresa engaja seus fãs (chamados de “Mi Fen”) em uma estratégia que combina mídia social e eventos exclusivos. Em um único evento foram vendidos 1,3 milhões de aparelhos, com uma receita de US$ 242 milhões em 12 horas.

A estratégia de produto e comunicação da Xiaomi é uma coprodução com o consumidor.

Resultados como o da Xiaomi, em um mercado tão competitivo quanto o que atua mostram a efetividade traduzida em vendas que pode ser alcançada com uma estratégia como essa. Em resumo, não é só conversa.

Assim sugiro, está na hora de namorar de verdade o seu consumidor. De pegar na mão e descobrir onde ele quer jantar hoje à noite. Com certeza ele irá querer passar mais tempo com você.

www.linkedin.com/in/ananubie